quinta-feira, 21 de maio de 2015

A educação especial no Brasil, hoje, tem visão voltada aos deficientes, trazendo nos resultados de inserção e inclusão em escolas com alunos considerados normais, há uma atenção melhor ao educador que legalmente deve buscar um aperfeiçoamento na área, para estar apto a ajudar nesta inclusão e romper barreiras como o preconceito em que muitos acreditam que os deficientes são incapazes de frequentar e acompanhar a educação da escola comum e cabe ao poder público dar suporte a escola para receber o aluno especial, facilitando o acesso e materiais adequados para sua necessidade, como uma sala de apoio e um monitor devidamente treinado para aquele tipo de deficiência, para que o aluno especial se sinta inserido e se desenvolva socialmente. A inclusão é importante sim, para que todos saibam que pessoas com necessidades especiais podem ser acolhidas por todos igualmente.
A Constituição Federal de 1988 traz como um dos seus objetivos fundamentais: “promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação” (art. 3°, inciso IV). O artigo 205 define a educação como direito de todos e é dever do Estado ofertar o atendimento educacional especializado, preferencialmente na rede regular de ensino.
A atual Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, Lei n° 9.394/96, assegura o acesso ao alunado especial de acordo com suas necessidades específicas, recursos, métodos e organização para atender seus interesses e suas condições, podendo frequentar a escola comum, objetivando vencer o preconceito e mostrar que são capazes. A participação da família e da comunidade é indispensável.
A inclusão de crianças especiais ao ensino regular é um assunto que interessa a nós todos e que com o convívio diário podemos minimizar as diferenças, tanto que para isso fomos ao encontro de crianças que convivem com essa realidade e pedimos a elas que desenhassem espontaneamente um amigo com algum tipo de deficiência física ou mental com o tema “Meu Amigo Diferente é Especial” e com isso podemos relatar o quanto essa inclusão está inserida na rotina de todos, desde muito cedo.
“Tenho dez anos, moro no mesmo bairro há muito tempo; é um lugar calmo, tranquilo e lá fiz dois amigos que tem deficiências; eu gosto muito; eles são importantes para mim, são amigos verdadeiros”. (criança autora deste desenho)


“eu estudo na mesma escola que ele, na mesma sala por isso fizemos amizade; ele é diferente porque tem Dislexia; eu sinto que ele precisa da minha ajuda para passar de ano porque ele tem dificuldade em pronunciar as palavras, mas todos nós ajudamos principalmente os professores, mas eu ajudo também, e aos poucos ele vai aprender”. (criança autora deste desenho)

Todos inda à escola todos os dias e enfrentando cada um suas dificuldades de cabeça erguida.

Ao desenhar o amigo com deficiência física e usando uma cadeira de rodas, uma criança relatou que se conheceram na escola e que observa o quanto ele é atencioso e inteligente; que mesmo com as dificuldades ele está sempre participando das brincadeiras na hora do recreio; e que o trata com muito carinho e que procura o ajudar sempre.


A inclusão também faz parte da diversão!

Uma amiguinha especial retratada com muita alegria!


Leia mais sobre a Educação Inclusiva no portal do Ministério da Educação em http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/aescola.pdf 

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